Com o propósito de avaliar o Sistema Estatístico Nacional, encontra-se a trabalhar em Luanda, uma Comissão da União Africana, encabeçada pela sul-africana Yandiswa Moruoce, Presidente do Grupo de Revisão do Sistema Estatístico em Angola. Na manhã desta quinta-feira, dia 12, os integrantes da referida comissão deslocaram-se até ao Palácio da Assembleia Nacional, onde mantiveram um encontro com a direcção da Comissão de Economia e Finanças.
Na ocasião, os membros da Comissão da União Africana destacaram "a suma importância" do pleno funcionamento do Sistema Estatístico Nacional, sobretudo para a actividade parlamentar devido o seu papel de fiscalizador das acções do Executivo, bem como para uma clara definição das políticas do País.
De acordo com Yandiswa Moruoce, “Angola tem feito muitos progressos na produção de estatísticas, mas ainda há muito por se fazer”, reconheceu. A sul-africana manifestou a preocupação da comissão que dirige, quanto à limitação de técnicos especializados em estatística, no nosso País.
Por sua vez, o Presidente da Comissão de Economia e Finanças, Deputado Diógenes de Oliveira, assumiu perante a Comissão da União Africana, que o Parlamento vai desenvolver iniciativas, no âmbito da advocacia do reforço da produção nacional de estatísticas.
A direcção da 5ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional comprometeu-se também em apoiar a solicitação apresentada pela Presidente do Grupo de Revisão do Sistema Estatístico em Angola, referente à ratificação do Tratado da Carta Africana sobre as Estatísticas.
“Se estivermos bem na estruturação das estatísticas em África também vamos estar em pé de igualdade com a União Europeia, em adequação com as estatísticas do Fundo Monetário, do Banco Mundial e outras organizações internacionais”, sustentou o Deputado Diógenes de Oliveira.
O parlamentar assegurou que Angola está alinhada com o resto do mundo no contexto das projecções estatísticas, o Executivo está a fazer a sua parte e a Assembleia Nacional, enquanto órgão de controlo externo, vai acompanhar e apoiar do ponto de vista de cooperação. Por isso, está agora a ser revista a agenda 2025, sem descorar as orientações plasmadas na agenda 2030 das Nações Unidas e o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.
“Temos que continuar a trabalhar para cada vez mais dignificarmos a estabilidade dos nossos propósitos nesse domínio. E, por outro lado, para que os nossos propósitos estabelecidos no Plano de Desenvolvimento Nacional possam ter o alcance que projectamos para o futuro e a sua materialização através dos planos quinquenais e da Execução do Orçamento Geral do Estado”, referiu o Deputado Diógenes do Oliveira.
NOVOS SEGMENTOS DE RECENSEAMENTO
Depois de largos anos sem realizar um censo (desde 1970), o país retomou em 2014 o recenseamento da população, que de acordo com as regras estabelecidas pelas Nações Unidas deve ocorrer de 10 em 10 anos.
O Director do Instituto Nacional de Estatística, Camilo Ceita, anunciou o lançamento de outros dois segmentos de Recenseamento, nomeadamente o Empresarial e o Agro-pecuário e Pescas de Angola.
Segundo o Presidente da Comissão de Economia e Finanças, a iniciativa anunciada durante o encontro com a Comissão da União Africana ao Sistema Estatístico Nacional, “é importante para a economia porque com dados concretos podemos estabelecer políticas sustentáveis de médio e longo prazo, ao contrário de vivermos de improvisos”.
Para o Deputado Diógenes de Oliveira, o ganho da estatística é que “os números não mentem”, principalmente quando são aferidos por instituições regionais e internacionais, fundamentalmente, as Nações Unidas, através do PNUD.