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PARLAMENTO LAMENTA MORTE DO NACIONALISTA KUNDI PAIHAMA

“Tristeza” é o sentimento que predomina no seio da comunidade parlamentar, que lamenta a morte do nacionalista kundi Paihama, ocorrido na última sexta-feira, dia 24, vítima de doença prolongada, aos 75 anos de idade.

O malogrado, refere o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, numa nota de condolências tornada ontem pública, “foi um homem modesto e patriota, um gigante da revolução angolana que desde muito jovem abraçou o MPLA e deu o seu exemplo, a sua coragem pelos ideais do povo angolano na conquista da independência de Angola”.

O líder parlamentar reconhece, na mensagem, o legado deixado por Kundi Paihama que deverá servir de “exemplo para as gerações angolanas”, exaltando, com veemência, o seu “importante” desempenho em prol da Nação. Descreve-o, por outro lado, como um “eminente homem de cultura”.

À família enlutada, o Presidente da Assembleia Nacional, em nome do colectivo de deputados, expressa “solidariedade” e endereça “as mais sentidas condolências”.

BREVE BIOGRAFIA

Kundi Paihama notabilizou-se em funções governamentais e nas forças armadas. Nascido na província da Huíla, munícipio do Quipungo, a 12 de Dezembro de 1944, foi ministro dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria (2010), da Defesa Nacional (2003), da Inserção e Controlo do Estado (1986), da Segurança do Estado (1980), do Interior (1979), entre outras funções.

Nas forças armadas, foi promovido, em 1992 ao grau de general das FAA e logo de seguida é-lhe atribuída a função de conselheiro do chefe do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas. Em 1988, foi patenteado coronel das FAPLA, após ter frequentado um curso para oficiais superiores, e, em 1991, é major-general.

Kundi Paihama frequentou os estudos primários na cidade do Lubango e os cursos gerais dos liceus nas províncias da Huíla e Luanda. Foi governador de várias províncias, nomeadamente de Luanda (1991), Huíla (1996), Benguela (1998), Huambo (2014) e Cunene (2016). É no Cunene que termina a sua carreira governativa e pouco depois a carreira política, quando por razões de saúde suspende o seu mandato de deputado à Assembleia Nacional.

Os restos mortais do nacionalista, que se destacou como um político “incisivo”, vão à enterrar na próxima semana em Quipungo, província da Huíla, sua terra natal, a seu pedido.