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NAMÍBIA ASSUME PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS DA SADC

A Ministra das Relações Internacionais da República da Namíbia, Natumbo Nandi-Ndaitwa, assumiu nesta segunda-feira (13) a Presidência do Conselho de Ministros da Comunidade de Desenvolvimento para África Austral, precedendo deste modo, a Ministra das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Lindiwe Sisulu.

Para a governante namibiana, que discursava na abertura do encontro deste órgão regional, o asseguramento de uma industrialização sustentável passa precisamente por se adquirir conhecimento assim como investir no desenvolvimento de infraestruturas.

“A região deve apostar na educação, na instrução e na motivação da juventude por forma a obter empresários com ideias inovadoras, garantindo uma participação efectiva na cadeia global de indústrias”, referiu.

Nandi-Ndaitwa relembrou ainda que a Declaração da SADC para o Desenvolvimento da Juventude, assinada em 2014, compromete os Estados Membros a imponderarem economicamente este núcleo social que representa a maior percentagem da população em África.

Contudo, a Presidente do Conselho de Ministros da organização alertou que a referida Declaração não vem acompanhada de planos de acção claros.

“A Commonwealth para o Desenvolvimento Global da Juventude em 2016 atribuiu um índice muito baixo de crescimento na região. Um resultado como este, precisa de medidas imediatas. A Declaração de 2014 tem de ser acompanhada de um plano de acção”, frisou.

Com o intuito de atingir os objectivos a que a organização se propõe, a governante sugeriu também que se partilhe os encargos financeiros para sinergias de desenvolvimento conjugadas as acções dos sectores público e privado.

Os trabalhos já iniciados na Reunião do Conselho de Ministros da SADC, que terminam hoje (14) visam preparar a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo prevista para os dias 17 e 18 do corrente mês.

Para esta 38ª Cimeira da SADC está agendada a revisão dos progressos feitos rumo à integração regional e desenvolvimento socioeconómico. O tema escolhido afigura-se fundamentalmente como um dos pilares do Plano Estratégico Indicativo de Desenvolvimento Regional (RISDP 2015-2020), no qual as redes integradas de infraestruturas são vistas como importante facilitador da industrialização e integração do mercado.