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NAÇÕES UNIDAS APOIA VÍTIMAS DA SECA EM ANGOLA

Mais de 400 milhões de dólares serão desembolsados pelas Nações Unidas, para apoiar às populações afectadas pela seca na Região Sul do País. A informação foi hoje avançada pelo Coordenador Residente das Nações Unidas em Angola, Pier Paolo Balladelli, em declarações à imprensa, no final do encontro que manteve com o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Trata-se do Plano de Resiliência às Vítimas da Seca, cujas províncias beneficiárias serão Huíla, Namibe e Cunene. De acordo com Paolo Balladelli, o objectivo é desenvolver acções de prevenção e controlo dos efeitos da seca.

 “Se, se fizer o reaproveitamento da água das chuvas e dos rios, através de chimpacas, canais ou diques, mesmo nos período de seca, a população continuará a ter acesso à água, quer para consumo próprio, como para a produção agrícola”, esclareceu.

As Nações Unidas vão igualmente apoiar 14 mil famílias vulneráveis, fixadas nas zonas rurais, face a disponibilização de 9 milhões de dólares. Um valor ainda considerado modesto pela representante da organização, em Angola.

“A União Europeia fez a provisão desses recursos e a UNICEF vai implementar essas transferências por família, em colaboração com alguns bancos nacionais. Contudo, este apoio será reforçado pelo Banco Mundial com um montante ainda maior”, garantiu Paolo Balladelli, sem referir o montante global, por este não estar ainda bem definido.

O projecto deverá iniciar em Outubro próximo e enquadra-se no Plano de Parceria das Nações Unidas com Angola para o biénio 2020/2022, assente em 4 eixos prioritários, nomeadamente, Aspecto Social e Económico, (projectos com impacto para o bem-estar das populações), Os Jovens e as Mulheres (propõe a equidade do género e a formação técnico-profissional dos jovens, em áreas de interesse para a sociedade, recorrendo a parceria público-privado), Aumento da Resiliência das Populações Rurais (visa conter o êxodo rural e acesso à serviços de saúde, educação e protecção social) e Boa governação (prevê a transparência na gestão do erário público e o respeito pelos direitos humanos).  

Os deputados à Assembleia Nacional contribuíram para a definição destas prioridades, que também incluem acções tendentes ao empoderamento da Mulher, defendendo a sua participação activa no processo de implementação das autarquias locais, que vai iniciar no próximo ano.