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FUNCIONÁRIOS PARLAMENTARES AVALIAM RELAÇÕES HUMANAS NA ORGANIZAÇÃO

A qualidade das relações humanas no local de trabalho passou a ser um tema de capital importância para as organizações. Em causa está a definição de estratégias adequadas para a adopção de práticas de gestão de pessoas, na qual as empresas devem responder ao contínuo desafio de manterem os seus profissionais, além de motivados e comprometidos com a instituição, acima de tudo, felizes.

Neste contexto, cabe às organizações modernas investirem em programas de qualidade de vida, que na sua maioria visam contribuir para um ambiente de trabalho saudável e com profissionais mais satisfeitos. Mais que isso, e a pensar na humanização das relações, de modo a aproximar as pessoas e ajudá-las a estabelecer relacionamentos baseados na integridade e confiança, funcionários e agentes parlamentares discutem entre si as melhores práticas para o tão almejado “relacionamento sustentável”.

Um ciclo de palestras tem sido levado a cabo pela Secretaria Geral da Assembleia Nacional, com o objectivo de promover uma prestação de serviço mais eficaz, num ambiente de trabalho saudável, com funcionários felizes. O tema sobre “Relações Humanas no Local de Trabalho” foi ontem apresentado pelo professor universitário e funcionário parlamentar, Leonel Mateus.

 

VERTENTE PSICOLÓGICA

Segundo o prelector, existem muitas componentes a considerar no âmbito das relações humanas nas organizações, como por exemplo, a vertente psicológica.

“A palavra de um líder pode afectar positiva ou negativamente, levando o funcionário a isolar-se do grupo”, alertou.

Durante o debate, levantou-se a questão da capacidade do superior hierárquico lidar com os funcionários, sobretudo os mais “insatisfeitos”. Chegaram, porém, a conclusão que ao invés de afastá-los, os gestores devem ajudá-los a integrarem-se no grupo e a desenvolverem relações de proximidade e cordialidade com os colegas de trabalho.

 “As relações humanas requerem uma capacidade de comunicação e interacção mútua e uma contribuição que leva à participação integral de todas as partes envolventes neste processo para o alcance de um objectivo comum”, sustentou o funcionário parlamentar, Leonel Mateus.

A necessidade das organizações terem uma missão, visão e valores foi outro aspecto levantado nesta abordagem, visto que faz toda a diferença no direccionamento dos funcionários e na sua participação na instituição.

Os problemas pessoais e familiares, a divergência de ideias ou diversidade de caracteres, foram também apontadas como factores a ter em conta na nas relações interpessoais. Leonel Mateus mencionou que o facto de um trabalhador ter um acidente à porta de casa depois de sair do serviço, constitui responsabilidade da instituição.

Para prevenir constrangimentos decorrentes das relações humanas, tanto na vertical, como na horizontal, o preletor indicou a elaboração de “estudos científicos” que tragam uma análise real, que permita chegar a um diagnóstico das causas dos problemas, trabalhar nas projecções e fazer-se o controlo apropriado dos resultados do estudo.

A integração social de um novo trabalhador, a partilha de informação e a redução da burocracia, jogam um papel muito importante na motivação dos funcionários, dentro de um sistema de gestão participativo onde os subordinados são vistos como colaboradores.

“Os problemas e as decisões são tomadas em conjunto, o fluxo de informação não é apenas vertical ou horizontal mas em todas as vertentes”, alertou Leonel Mateus.

 

UNIÃO DO GRUPO

“O Papel da Liderança na Gestão de Pessoas”foi também em analisado pelos funcionários e agentes parlamentares, cuja prelecção esteve a cargo do  Director do Gabinete de Estudos e Planeamento (GEP), Elias Chinguli.

De acordo com o prelector, o líder tem a função de unir os elementos do grupo, para que juntos possam alcançar os objetivos comuns definidos pela instituição.

Cada vez mais, a liderança assume um papel de relevo no funcionamento eficaz das organizações, uma vez que está relacionada com o sucesso ou o fracasso, com alcançar ou não os objetivos definidos, “principalmente num contexto institucional em que é importante saber fazer a distinção entre líder e chefe”, advertiu.

No âmbito do programa de superação técnico-profissional da Administração parlamentar, prossegue a segunda fase de acções de formação, direccionadas aos funcionários das unidades orgânicas do Parlamento, como aos representantes dos Gabinetes Provinciais de Apoio aos Deputados.