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DISCURSO DO PAN NA ABERTURA DO II FÓRUM INTERNACIONAL SOBRE PARLAMENTARISMO

SUA EXCELÊNCIA PRESIDENTE DA DUMA DE ESTADO DA FEDERAÇÃO DA ASSEMBLEIA FEDERAL DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, 

SUA EXCELÊNCIA PRESIDENTE DO CONSELHO DA FEDERAÇÃO DA ASSEMBLEIA FEDERAL DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, 

EXCELÊNCIAS PRESIDENTES DE PARLAMENTOS E CHEFES DE DELEGAÇÃO,

SENHORES DEPUTADOS,

DISTINTOS CONVIDADOS,

MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,

Em nome dos Deputados à Assembleia Nacional da República de Angola quero saudar todos os presentes e, de forma especial, o povo russo e as autoridades soberanas da Federação da Rússia. 

Permitam-me, antes de mais agradecer pelo convite formulado e expressar os nossos profundos agradecimentos ao povo e ao Parlamento da Rússia pela recepção calorosa e excelentes condições de trabalho e de acolhimento criadas nesta majestosa e acolhedora cidade de Moscovo para a realização bem-sucedida do Fórum e da Conferência Parlamentar Rússia-Africa.

Esta iniciativa da Rússia, enquanto actor incontornável na arena política internacional, de reunir parlamentares de todo o mundo e da África, em particular, para em conjunto reflectirmos sobre o desenvolvimento do parlamentarismo internacional, testemunha o calor da amizade e solidariedade das autoridades da Federação e do povo da Rússia para com povos do mundo, abrindo, deste modo, canais para a busca de soluções conjugadas e, por isso, inclusivas para os grandes problemas que continuam a constituir motivo de preocupação para a maioria dos países da comunidade internacional.

Os assuntos que constituem as agendas do Fórum e da Conferência, levam-nos a reflectir no sentido de que, não obstante os ingentes esforços realizados pelos governos nacionais, um papel mais activo e coordenado dos Parlamentos nacionais, funcionará como um acelerador, capaz de responder e solucionar as questões comuns relativas à:

  • Paz e segurança internacional
  • Atenção à juventude
  • Ambiente
  • Redução da pobreza e
  • Cooperação económica, comercial e cultural.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

É preocupante o incremento de actos terroristas causados, entre outros factores, pela imensa dificuldade que este mundo globalizado enfrenta na integração social de grupos provenientes de conjunturas sociais e culturais diferentes. Assiste-se hoje à adesão de um número crescente de jovens em movimentos e grupos extremistas. A violência e a criminalidade urbana estão a tornar-se nos principais factores de instabilidade dos estados.

Deste modo, urge equacionar soluções que permitam contrariar esses fenómenos e prroporcionar uma convivência pacífica na diversidade cultural, social e religiosa dos povos, permitindo um convívio mundial saudável.

Os Parlamentos, podem e devem esforçar-se por contribuir, em larga medida, para a prevenção de conflitos gerados pela violação dos direitos humanos, através da aprovação de leis e da ratificação de instrumentos internacionais de defesa dos direitos humanos.

Como parlamentares, cabe-nos prever, aprovar e fiscalizar os recursos e as políticas de promoção do desenvolvimento sócio-económico e cultural que assegurem o bem-estar dos povos, em conformidade com a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Nós Parlamentares, temos ainda o dever de fomentar o diálogo regional e internacional, para a promoção da paz, da segurança e da manutenção da estabilidade a nível mundial. 

Não gostaria de terminar sem me referir à experiência do meu país, que, mesmo nos momentos mais difíceis da sua história, em que viveu três décadas de conflito armado, Angola sempre participou nos esforços da comunidade internacional com vista ao reforço da paz e à resolução pacífica dos conflitos, em benefício do bem-estar dos povos.

Muito obrigado!