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DEPUTADOS VISITAM EMPRESAS NACIONAIS DE TELECOMUNICAÇÕES

No âmbito do seu programa de actividades, a Comissão de Saúde, Educação, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (6ª Comissão), visitou na manhã desta quarta-feira, a sede da Movicel e o centro de supervisão da Unitel.

Constituída em Setembro de 2002, a Movicel Telecomunicações passou, em 2009, a ter 7 accionistas, dos quais 5 do sector privado e 2 empresas do sector público (Angola Telecom e Correios de Angola).

O Presidente do Conselho de Administração da Movicel, Aristides Safeca, disse que actualmente a empresa está a passar por um processo de transformação e revitalização empresarial. O referido processo teve início em Janeiro de 2019 e tem como objectivo a renovação dos órgãos sociais da empresa.

A assinatura de um acordo de parceria estratégica com a conceituada operadora móvel Vodafone tem como finalidade posicionar a Movicel como uma das instituições mais importantes do mercado das telecomunicações em Angola.

No ano de 2018 a Movicel arrecadou 120 milhões de dólares e actualmente emprega 867 trabalhadores e dispõe de 816 antenas distribuídas pelas 18 províncias.

A Movicel cobre, até ao momento, 107 municípios numa conexão em Micro-ondas de 2971 quilómetros, 1144 quilómetros de conexão em fibra óptica RNT, 390 quilómetro de conexão em fibra metropolitana nas cidades de Luanda e Cabinda.

As dificuldades de acesso às divisas condicionam e encarecem os serviços. Factores endógenos, derivados de investimentos inapropriados durante e logo após a privatização, e factores exógenos, derivados do contexto macroeconómico negativo que Angola atravessa desde 2014 como a estrutura de custos que não está adequada ao nível de receita da Movicel, incapacidade estrutural para a obtenção de financiamento para implementação de projectos, depreciação significativa do Kwanza, são apontados como entraves ao crescimento da empresa.

Com as medidas associadas a restruturação da operadora de telecomunicações, permitiram revitalizar a empresa, cujo processo foi reforçado pelo crescimento de clientes, que em Janeiro último atingiu a cifra dos um milhão e quatrocentos mil (1.400.000) novos clientes.

 

MAU ESTADO DAS ESTRADAS CONDICIONA EXPANSÃO DE SERVIÇOS

Num outro encontro, os parlamentares reuniram-se com a direção da Unitel, o acesso às divisas e a flutuação cambial também inscrevem-se na lista de dificuldades apresentadas aos deputados.

Com um papel fundamental no fornecimento de serviços a empresas, nomeadamente bancos, sector petrolífero, ministérios, universidades e multicaixas, a Unitel reclama do mau estado das vias como principal razão da lenta expansão dos seus serviços.

Com uma sala de operação e supervisão, a empresa que detém 82% dos consumidores dos serviços de telecomunicações no país tem no seu quadro de pessoal perto de 3.283 trabalhadores dos quais 62% são homens e 37% são mulheres. 116 lojas estão disponíveis para atender e ajudar os clientes que tenham reclamações e sugestões para a melhoria dos serviços prestados por estes.

A Directora-geral da Unitel para os Assuntos Corporativos, Eunice de Carvalho, destacou o papel social da empresa e seu impacto no desenvolvimento das comunidades e dos trabalhadores.

“A aposta na formação contínua dos quadros tem transformado a Unitel numa empresa de referência em Angola e além-fronteiras”, referiu.

Com 11 milhões de clientes, a Unitel tem a liderança dos serviços de dados com 4,9 milhões de utilitários, 2.836 agentes de produtos, 3.140 agentes de recarga, mais de 12 mil quilómetros de fibra óptica espalhada por todo país.

A delegação parlamentar encabeçada pelo Presidente da 6ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, Víctor Kajibanga, felicitou o trabalho desenvolvido pelas duas operadoras de telefonia angolana e comprometeu-se em continuar acompanhar os avanços tecnológicos destas duas empresas e o seu impacto na sociedade.