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DEPUTADOS PREOCUPADOS COM BOLSEIROS ANGOLANOS NO EXTERIOR

Depois de tomarem conhecimento das dificuldades financeiras pelas quais estão a passar os estudantes angolanos bolseiros do INABE na República de Cuba, os deputados afectos à 3ª e 6ª Comissões de Trabalho Especializadas convocaram para esta segunda-feira, dia 18, uma reunião com a Ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira, que se fez acompanhar pela Ministra do Ensino Superior, Ciência,Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Bragança, de forma a prestarem alguns esclarecimentos sobre esta realidade.

Carolina Cerqueira resumiu o actual quadro dos bolseiros externos, começando por informar que chegaram ontem ao país 301 estudantes vindos da Rússia, o terceiro país mais afectado pelo Coronavírus, numa operação levada a cabo pelo Governo angolano, com vista ao cumprimento da quarentena institucional.

Falando sobre a situação dos bolseiros angolanos em Cuba, destino de muitos, a Ministra Carolina Cerqueira afirmou que “ainda no início de Abril foi enviado para aquele país mais de 50 toneladas de meios diversos. Contudo, houve um certo descontentamento por parte dos académicos por acharem que eram insuficientes os meios enviados para mitigar as grandes dificuldades que esta comunidade tem vivido” disse.

A Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação reconhece que a situação financeira que os estudantes bolseiros estão a vivenciar não é fácil, pelo que existe consciência quanto ao impacto negativo que tem gerado na sua vida.

“Todos os meses o Estado disponibiliza uma cota de mil milhões, 451 milhões e 812 kwanzas para o pagamento dos complementos de bolsas de estudo para estudantes que se encontram no exterior do país.  As dificuldades prendem-se com as taxas cambiais flutuantes aplicadas pelos bancos, facto que tem originado o atraso no pagamento dos subsídios de bolsa”, esclareceu Maria do Rosário Bragança.

Regista-se um atraso de quatro meses no pagamento de subsídio de bolsa aos estudantes residentes em Cuba, Argélia, Marrocos, Tunísia e Namíbia.

Actualmente, fora os bolseiros internos, o INAGBE controla dois mil e 566 bolseiros dos quais 41% são do sexo feminino. Cuba é o país que alberga o maior número de bolseiros com 50%, seguido da Federação Russa com 21%, depois Portugal com 9%.

A maioria dos estudantes se encontra em programas de licenciatura sendo 89% em cursos de graduação, 5,6% em mestrado e 4,1% em doutoramento.