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CONSELHO NACIONAL DA JUVENTUDE ENFRENTA DIFICULDADES FINANCEIRAS

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ),Tingão Mateus, apresentou nesta sexta-feira, dia 26, aos deputados da 7ª Comissão de Trabalho Especializado da Assembleia Nacional, o ponto de situação do órgão que dirige.

No encontro promovido pela Comissão que atende pelas questões de Cultura, Assuntos Religiosos, Comunicação Social, Juventude e Desportos, presidida pelo deputado Boaventura Cardoso, os parlamentares foram informados sobre as dificuldades financeiras vividas por aquela plataforma juvenil.

“Muitas das associações provinciais ocupam espaços arrendados e hoje vivem o risco de serem despejadas, por falta de pagamento. Até mesmo o CNJ tem uma dívida de mais de 3 milhões de kwanzas com o BCI imobiliário. Temos agora noventa dias para fazer uma negociação com o banco, caso contrário vamos para a rua”, revelou Tingão Mateus, que explicou ainda que o contrato de arrendamento do espaço onde funciona a sede do CNJ, vigora desde 1991 e foi sempre pago pelo Ministério da Juventude, que abdicou dessa responsabilidade no final do ano passado.

O líder juvenil disse ainda que muitas das organizações membros da CNJ dependem do pagamento de cotas dos seus afiliados para pagarem as suas cotas à CNJ, de forma a cumprirem com aquilo que são os estatutos da organização, mas com a crise que o país atravessa, o nível de cumprimento está aquém do esperado. Entretanto, o líder da maior plataforma de associativismo juvenil do país avançou que para a próxima assembleia geral ordinária do CNJ, as organizações que queiram usufruir dos direitos da sua participação terão que cumprir com os seus pendentes.

Apesar das mais de trinta associações juvenis filiadas ao CNJ,Tingão Mateus diz sentir uma queda no movimento associativo juvenil. O mesmo fez saber que nem todas associações usufruem do mesmo status, pois a adesão das mesmas é feita por blocos e elas têm entre si categorias diferenciadas.

“Existem as organizações de âmbito local, as de âmbito municipal e as de âmbito provincial. Todas essas podem ser incorporadas como membros do CNJ, mas os critérios de adesão são diferenciados. Depois temos a estrutura máxima que são as organizações de âmbito nacional, onde os critérios de adesão são maiores. Neste caso, as mesmas têm que estar representadas em 13 das 18 províncias e muitas das organizações não cumprem esse pressuposto”, explicou.

Perante o cenário, os parlamentares identificaram a necessidade de se fazer um trabalho profundo de avaliação sobre o trabalho das organizações juvenis, de formas a criarem-se estratégias para desenvolver, reforçar e dinamizar o associativismo juvenil, dando ao mesmo um viés mais activo e interventivo na sociedade. Os mesmos recomendaram melhor organização interna das associações, do ponto de vista de funcionamento, além de mais coesão e união entre elas.