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COLIGAÇÃO CASA-CE VÊ O SEU TEMPO DE INTERVENÇÃO REDUZIDO PARA METADE

Terminado o prazo, de oito dias, dado pelo Presidente da Assembleia Nacional aos deputados da CASA-CE para ultrapassarem o diferendo que já dura há um ano, os líderes dos Grupos Parlamentares reuniram-se nesta terça-feira para chegarem a entendimento quanto à repartição da grelha de tempo nas sessões plenárias, que a partir de agora contará com 22 minutos de intervenção, divididos igualitariamente pelos deputados do Grupo e os dissidentes desta coligação.

Américo Cuonunoca, do MPLA, diz que o seu partido lamenta toda esta situação que se vive no seio da coligação CASA-CE.

“Infelizmente passada uma semana voltamos à estaca zero. Não houve consenso e, por isso, o Parlamento foi obrigado a recorrer à lei. Assim sendo, foram atribuídos 11 minutos para cada ala de acordo com o Regimento da Assembleia Nacional”, avançou. 

A UNITA mostrou-se indignada pela falta de entendimento, por parte da direcção da CASA-CE. Apesar de estar de acordo com a nova divisão de tempo, o deputado Liberty Chiaca fez saber que o seu partido é de opinião “que existe alguma injustiça”, apelando o Parlamento a uma revisão pontual do seu Regimento.  

“Sendo esta uma medida provisória estamos sim de acordo, mas de forma mais profunda e olhando para os direitos adquiridos pela coligação nas últimas eleições, não faz sentido, por questões circunstanciais uma organização ser toda ela prejudicada”, esclareceu o parlamentar do maior partido da oposição.

Em declarações à imprensa, o Presidente do Grupo Parlamentar da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, adiantou que o seu partido sente-se prejudicado e garantiu que não ficarão de braços cruzados perante o actual cenário.

“É quase nada, um grupo agora de oito deputados, falar num escasso período de tempo. Nós entendemos que estamos a regredir do ponto de vista da democracia porque as eleições estão a aproximar-se e medidas prejudicais estão a ser implementadas”, defendeu Alexandre Sebastião.

Quanto ao PRS e à FNLA, estes também defendem que ambas as partes saem lesadas desta decisão e nesse sentido haverá dificuldade em materializar as medidas inicialmente preconizadas pela coligação.

A CASA-CE é a terceira força política do país. Nas últimas eleições elegeu 16 deputados à Assembleia Nacional, apesar do grupo parlamentar estar hoje divido devido ao afastamento do fundador da coligação, Abel Chivukuvuku, da liderança.