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BP APELA À PRODUÇÃO DE PETRÓLEO MAIS LIMPO

Mais energia, menos carbono. Este é um dos maiores desafios do mundo até 2040. A necessidade de satisfazer a procura crescente de energia e, por outro, reduzir as emissões de carbono em consonância com os objectivos climáticos descritos no Acordo de Paris trouxe até ao Parlamento uma delegação de quadros da multinacional British Petroleum (BP), que reuniu com a direcção da Comissão de Economia e Finanças.

Na oportunidade, o Director Geral da BP, Hélder Silva, indicou a tendência da evolução do sector energético nos próximos 20 anos. Segundo o gestor, “haverá ainda uma grande demanda do petróleo até 2040”, sendo que África, Ásia, principalmente a China e a Índia serão os maiores responsáveis pelo consumo de energia a nível global.

Hélder Silva apelou, no entanto, para a necessidade de produção de um petróleo mais limpo.

“A Indústria petrolífera é uma indústria poluente, mas nós podemos ser uma indústria limpa. Como? Devemos, em primeiro lugar, primar pela redução dos níveis de queima de gás, por isso trabalhamos na eficiência dos equipamentos para emitirmos menos carbono a atmosfera”, assegurou.

A par destes desafios, surgem oportunidades, ou seja a transição para um sistema de energia com menores emissões de carbono está a criar um vasto leque de possibilidades de negócio, através do aparecimento das energias renováveis.

Face a contínua electrificação do mundo, com cerca de três quartos do aumento do consumo da energia primária, as energias renováveis vão tornar-se, até 2040, na maior fonte de geração de energia a nível global.

 

ENERGIAS RENOVÁVEIS

De acordo com estimativas da BP, o peso das energias renováveis no conjunto africano de combustíveis cresce de 1 por cento, nos nossos dias, para 16 por cento nos próximos 20 anos.

A Presidente da Comissão de Economia e Finanças, Deputada Ruth Mendes, em declarações à imprensa, a saída do encontro com os quadros da BP, considerou-o “muito importante”, na medida em que foi possível ter uma ideia do que vai acontecer ao petróleo e ao gás, mas também inteirar-se das perspectivas de desenvolvimento das energias renováveis.

“Contrariamente ao que se dizia, que o petróleo vai acabar, é opinião da BP que vai ser usada por muito mais décadas como energia. As fontes de energia renováveis estão a crescer, a transição demora algum tempo, talvez daqui há 2 ou 3 décadas, mas por enquanto vamos ainda conviver com o petróleo e o gás”, afirmou a parlamentar.

Para este ano, a BP estima a produção nacional de 137 mil barris de crude por dia. O volume de investimentos da multinacional em Angola, nos últimos 15 anos, está avaliado em cerca de 30 mil milhões de dólares, dos quais cerca de 100 milhões foram direccionados para projectos sociais.