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AUTISTAS RECLAMAM MAIS APOIO E PROTECÇÃO LEGAL

Depois da visita de constatação feita à sede da Associação Angolana de Apoio às Pessoas Autistas e Portadoras de Transtornos Globais de Desenvolvimento, no passado mês de Junho, em alusão ao mês da criança, esta semana foi a vez dos representantes do povo abrirem as portas da Casa das Leis aos membros da Direcção da APEGADA.

Sob a mesa esteve a analise da problemática ligada à inserção no ensino, saúde e assistência social da pessoa com deficiência do fórum mental, bem como a revisão à Legislação vigente no país referente à protecção desta franja da sociedade, mais vulneráveis a todo o tipo de discriminação.

Ciente do esforço que tem sido levado a cabo pelo Executivo no que diz respeito à criação de melhores condições de vida para estas crianças, a APEGADA apelou a uma maior sensibilidade dos parlamentares para este segmento social, pois apesar desta ainda ser uma doença pouco conhecida, há que se ter consciência de que todas as crianças têm o direito a serem integradas.

“Nós estamos, agora, unidos no sentido de trabalharmos em alguma legislação e mais concretamente estamos preocupados com a Lei n.º 7/04, de 15 de Outubro, Lei de Bases da Protecção Social “,fez saber em entrevista António Teixeira, Presidente da Associação, deixando um alerta que em Angola as pessoas portadoras de autismo e transtornos globais de desenvolvimento continuam a enfrentar enormes dificuldades.

As preocupações apresentadas vão agora merecer a atenção dos homens das leis, que garantem continuar a trabalhar na consciencialização e divulgação desta patologia.

A Presidente da 8ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, Deputada Clarice Mukinda, no final do encontro garantiu que o processo passa pela “revisão dessas leis que têm apresentado algumas lacunas, fazendo um estudo sobre elas e que, posteriormente, possivelmente serão feitas iniciativas nesse âmbito”.

Em Angola existe um elevado o número de crianças com autismo. Só um diagnóstico precoce pode ajudá-las a ter uma vida normal. Todos os casos são encaminhados para o hospital psiquiátrico. O sofrimento das famílias é notório por falta de uma instituição de saúde especializada, escolas e espaços de lazer.