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ANGOLA REGISTA AUMENTO DE CASOS DE LEPRA

Causada pelo bacilo "Mycobacterium lepral", a Lepra é uma doença infecciosa, que afecta o sistema nervoso, a pele e causa danos severos ao corpo (perda ou diminuição da sensibilidade e feridas ou queimaduras sem dor nas mãos e pés).

Apesar dos esforços envidados pelas autoridades de saúde nacionais, no sentido de eliminar a Lepra, o país continua a registar o aumento de casos da doença. Esta informação foi transmitida aos deputados afectos a 6ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional, que hoje realizaram uma visita a Leprosaria da Comuna da Funda, em Luanda.

A unidade sanitária possui, neste momento, 43 utentes com lepra em tratamento, embora também assista doentes com tuberculose, num total de 39 casos.

Com capacidade para albergar cerca de 100 pacientes, o Centro de Leprosaria da Funda apresenta problemas diversos, desde a falta de medicamentos, de técnicos de saúde e condições de trabalho precárias.

Perante o cenário desolador, constatado pelos parlamentares, o Administrador do Centro de Leprosaria da Funda, Joaquim Santana, apelou as instituições públicas e privadas a apoiarem o centro, de modo a colmatar muitas das dificuldades enfrentadas diariamente.

Por sua vez, o Deputado Pereira Alfredo, Vice-presidente da 6ª Comissão de Trabalho Especializada da Assembleia Nacional referiu que a visita serviu para identificar os reais problemas com que se debate a leprosaria e levá-los ao conhecimento das instâncias competentes, visando a melhoria do desempenho daquela unidade sanitária.

“Encontramos situações que merecem alguma atenção porque ainda continuam a ser notificados muitos casos de lepra. Esta unidade sanitária também atender outras enfermidades. No entanto, o centro debate-se com a falta de medicamentos, alimentação e material gastável o que tem criado dificuldades no seu normal funcionamento”,enfatizou.   

Depois de um período em que Angola assistiu a uma redução considerável de casos de lepra, fundamentalmente, até 2010. A partir do ano de 2016, as autoridades de saúde diagnosticaram a prevalência de pouco menos de 2,5 casos por 10 mil habitantes, um número considerado elevado, fase os objectivos traçados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) até 2020. De acordo com a OMS, a meta de eliminação da lepra é de 01 doente por 10 mil habitantes.