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ANGOLA PREOCUPADA COM ACÇÕES TERRORISTAS NO MUNDO

Arrancaram hoje, dia 01, os trabalhos do II Fórum Internacional sobre o Desenvolvimento do Parlamentarismo, em Moscovo, capital da Rússia. Esta é a primeira vez que a Federação Russa convida parlamentares africanos para abordar os avanços legislativos.

A sala dos Congressos, do World Trade Center, recebeu representantes de 132 países que auscultaram e apresentaram estratégias para uma cooperação parlamentar mais dinâmica e vantajosa.

O Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, que discursou durante a sessão de abertura, enfatizou o papel dos parlamentos na resolução dos conflitos globais.

“Os assuntos que constituem as agendas do Fórum e da Conferência levam-nos a reflectir que, não obstante os esforços realizados pelos governos nacionais, um papel mais activo e coordenado dos Parlamentos nacionais funcionará como um acelerador, capaz de responder e solucionar as questões comuns relativas à paz e segurança internacional, atenção à juventude, ambiente, redução da pobreza e cooperação económica, comercial e cultural”, afirmou.

Fernando da Piadade Dias dos Santos considerou o terrorismo internacional como uma das principais ameaças que o mundo enfrenta e a decisão de combatê-lo deve ser conjunta.

“É preocupante o aumento de actos terroristas causados, entre outros factores, pela imensa dificuldade que este mundo globalizado enfrenta na integração social de grupos com conjunturas sociais e culturais diferentes. A violência e a criminalidade urbana estão a tornar-se nos principais factores de instabilidade dos Estados”, alertou.

De acordo com o Presidente da Casa das Leis, os parlamentares têm o dever de fomentar o diálogo regional e internacional, para a promoção da paz, da segurança e da manutenção da estabilidade a nível mundial, dando o exemplo de Angola durante o período de luta de libertação nacional.

“Não gostaria de terminar sem me referir à experiência do meu país, que, mesmo nos momentos mais difíceis da sua história, em que viveu três décadas de conflito armado, Angola sempre participou nos esforços da comunidade internacional com vista ao reforço da paz e à resolução pacífica dos conflitos, em benefício do bem-estar dos povos”, rematou.

Seguiram-se os trabalhos em secções temáticas e mesas redondas, onde se discutiu o papel dos legisladores na garantia da segurança internacional, soluções legislativas para o desenvolvimento da economia digital, bem como a agenda legislativa ambiental e a luta contra notícias falsas e outros temas da actualidade.