Parlamentares angolanos e congressistas americanos sentaram-se, hoje, dia 08, a mesma mesa para abordarem questões inerentes ao relançamento da cooperação interparlamentar entre ambos os países.
Orientado pela Deputada Josefina Pitra Diakité, Presidente da Comissão de Relações Exteriores, Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas no Estrangeiro, o encontro visou, dentre outros assuntos, analisar o estado da cooperação dos parlamentos de Angola e dos Estados Unidos da América, bem como identificar possíveis áreas de cooperação entre si, visto que até a presente data não foram ainda rubricados quaisquer protocolos de cooperação.
Em declarações à imprensa, a parlamentar angolana disse que mesmo existindo uma ausência de um instrumento de cooperação interparlamentar entre os dois Estados, várias acções têm sido desencadeadas para o efeito, desde 1999. Nesta data, um funcionário parlamentar de Angola frequentou uma acção formativa na biblioteca do Congresso Americano, em Washington.
“No âmbito das linhas mestras traçadas no passado, já houve uma troca de experiência no domínio da língua inglesa e a elaboração de um programa especial de aquisição de meios informáticos, via Microsoft. Precisamos agora é de afinar o acompanhamento daquilo que já se traçou, a fim de se obter bons resultados para ambos os Estados”, esclareceu a Deputada Josefina Diakité.
Importa referir, no entanto, que um dos pontos marcantes na cooperação parlamentar entre os dois países foi alcançado com as visitas a Assembleia Nacional do Congressista norte-americano, Donald Payne, em 2018, e a Secretária de Estado do Governo Federal dos Estados Unidos de América, Hillary Clinton, em Agosto de 2009.
Em 2011, o Instituto de Governo Representativo do Congresso Norte-Americano e a Assembleia Nacional desencadearam um programa de intercâmbio com o objectivo de reflectir sobre a constituição, o funcionamento e a interdependência de funções entre os órgãos de soberania no sistema político americano, analisar as funções do poder legislativo no domínio da fiscalização parlamentar, bem como reflectir sobre o papel da sociedade civil na definição de políticas públicas e de defesa dos direitos humanos.