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AMIZADE E COOPERAÇÃO NORTEIAM RELAÇÕES ENTRE ANGOLA E PORTUGAL

Ao fim de cinco séculos de convivência, destacou o Presidente da Assembleia Nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, marcas "indeléveis" de influência entre os dois povos estão muito presentes em Portugal e Angola, "patentes nas nossas culturas e marcam as nossas idiossincrasias".

Fernando da Piedade Dias dos Santos intervinha na Sessão Solene de Boas-vindas ao Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, por ocasião da visita de Estado a Angola.

A presença do estadista português na Assembleia Nacional, na companhia do seu homólogo angolano, João Lourenço, muito honrou o Presidente da Assembleia Nacional, “na medida em que simboliza o aprofundamento das relações entre os dois países”, que mantém relações históricas seculares, “marcadas por momentos altos e baixos, num processo dialéctico compreensível que, felizmente, resultaram numa relação franca de fraternidade, de amizade, de respeito e vantagens mútuas”.

Apesar de Portugal estar vincado a cultura ocidental e Angola a cultura africana, os dois países comungam a mesma língua, “um elemento fundamental, congregador e depositário dos ditames que apelam a nossa amizade e cooperação”, defende o parlamentar.

No domínio da cooperação parlamentar, Fernando da Piedade Dias dos Santos sinalizou as “excelentes” relações existentes com a Assembleia da República Portuguesa, “consubstanciadas em acções concretas no quadro dos sucessivos programas de cooperação e da concertação diplomática em foras internacionais”.

O Parlamento angolano foi apresentado ao Presidente português como uma instituição dos “tempos novos”, de uma nova Angola ressurgida com a Terceira República de um processo de reconciliação entre os irmãos desavindos que acreditaram que o País só caminha se juntassem sinergias para um mesmo objectivo.

O Órgão de Soberania está também alinhado com os objectivos definidos no quadro das novas causas, que visam a garantia da transparência na gestão do erário público, na luta contra a pobreza e do subdesenvolvimento.

O Chefe de Estado português ficou ainda a saber que a representatividade política no Parlamento expressa a vontade do Povo angolano, onde por “mérito próprio”, o género feminino tem mantido a tendência que vem desde as eleições de 2008, ocupando, actualmente, 66 assentos, correspondentes a 30% da representação política.